quinta-feira, 18 de novembro de 2010

                                       Levíticos 3


     Este capítulo fala sobre os sacrifícios pacíficos, que eram chamados também de "oferta da comunhão", "da aliança".  O termo hebraico está ligado à palavra shalon, que quer dizer "paz". Este era um sacrifício voluntário e podia ser feito com qualquer animal limpo, excluindo aves.
     Havia três tipos de sacrifício pacífico. O primeiro era de ações de graças por alguma bênção recebida, o segundo para cumprir um voto feito e o terceiro era uma oferta voluntária para demonstrar amor a Deus.
     O sacrifício era feito entregando a melhor e mais saborosa parte da carne ao Senhor e o restante era comido ali mesmo em um banquete onde o ofertante convidava especialmente os levitas, os pobres, os órfãos e as viúvas. Era uma refeição de amor e comunhão, uma celebração entre Deus e os homens! Na verdade quem oferecia o banquete era o próprio Deus, que permitia que a carne que lhe era ofertada fosse comida pelo ofertante e seus convidados.
     Este sacrifício pacífico nos transporta a Cristo, que desfez a inimizade entre Deus e o homem: "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade,aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo,um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade." Efésios 2:14,15 e 16

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

                                  Levíticos 2


     As ofertas de manjares significava a consagração ao Senhor do trabalho braçal de um homem. Com esta oferta,reconhecia-se que Deus era quem supria as necessidades do seu povo. Aprendemos neste trecho que a oferta oferecida ao Senhor, deveria ser das primícias da colheita. Era a primeira e a melhor parte de tudo quanto fosse colhido, numa demonstração clara de gratidão a Deus! 
     Um ensinamento importante é o que encontramos nos versos 3 e 10, quando diz que parte da oferta era queimada e parte era de Arão e de seus filhos, que eram os sacerdotes. Cabe aos crentes sustentar os que ministram as coisas sagradas.
     Vejamos agora explicações interessantes sobre o significado de alguns itens citados:
     _"Deitarás azeite sobre ela..."(a oferta). O azeite simboliza o Espírito Santo. O crente precisa dele para seus labores diários e para ser iluminado e santificado!
     _"...lhe porás incenso..." O incenso representa oração, intercessão e louvor (Salmo 141:2)
     _"...de nenhum fermento e de mel nenhum queimarás por oferta ao Senhor." A levedura do fermento e o mel causam fermentação, símbolos de corrupção. Em I Coríntios 5:6-8, Paulo fala do "fermento da maldade e da malícia" e mostra que o contrário de "fermento" é sinceridade e verdade.
     _"...em todas as tuas ofertas aplicarás sal." Representava incorrupção e pureza, e simbolizava a aliança duradoura entre Deus e seu povo.
     Toda esta simbologia deve estar em nossa mente, pois veremos referências a elas em toda a Escritura!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

                                     Levítico 1


     Começando este novo livro, precisamos nos situar! O livro foi escrito por Moisés, durante a peregrinação no deserto. Enquanto Êxodo nos mostra a possibilidade de comunhão com o povo através de sua presença no Tabernáculo, Levítico apresenta as leis que permitiriam a Israel manter esta comunhão.
     As leis faziam com que o povo tivesse noção de sua pecaminosidade e da necessidade que tinham da misericórdia de Deus. Segundo o próprio Deus, Israel deveria ser diferente das outras nações apartar-se dos seus costumes.  Como percebemos, estas ordenanças de ser diferentes e não cultivar os mesmos hábitos de "outras nações" continuam!
     Este livro nos fala de um Deus santo, que odeia o pecado, mas que mostra ele mesmo o caminho para que seu povo se achegasse novamente a ele por meio dos sacrifícios, demonstrando sua misericórdia.
     Não deixem de ler as explicações da Bíblia de Genebra, que são extremamente esclarecedoras. Aqui vou reproduzir apenas algumas:
     Os sacrifícios de animais envolviam a sua morte e por isso tinham um simbolismo expiatório: o animal que morria NO LUGAR do adorador pecaminoso representava a redenção da morte que este merecia. Lá no v.4 o sentido da palavra expiação é este (literalmente "para encobrir"), a morte do animal em lugar do pecador "encobre" ou protege-o da santa ira de Deus.
     Notemos também que Deus estabeleceu os sacrifícios de tal forma que os mais ricos oferecessem animais caros, mas o pobre não deixaria de sacrificar! Este poderia oferecer uma ave, de acorde com suas posses. A idéia era que o animal deveria custar alguma coisa ao que ofertava, por isso precisava ser um animal doméstico e não selvagem.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

                                      Êxodo 38, 39 e 40


     Uma grande lição que podemos tirar da construção do templo é que Deus mesmo se dá o direito de determinar os mínimos detalhes sobre como se deve adorá-lo. O culto verdadeiro não admite invenções e inovações humanas. Precisamos adorá-lo como ELE mesmo prescreve em sua palavra.
     Também nos faz pensar que o véu, que separava o lugar santíssimo do lugar santo, permitia que apenas o sumo  sacerdote entrasse demonstrando como o Deus santo é inacessível ao homem pecador. Necessitávamos de um mediador que rasgasse o véu que fazia separação entre nós e Deus. "sem derramamento de sangue, não há remissão de pecados" (Hebreus 9:22). E agora, com o sacrifício do Cordeiro perfeito, temos acesso ao Pai, algo antes impossível!
      Já no capítulo 40, versos13 a 15, vemos a preparação rigorosa  que era necessária aos sacerdotes para ministrarem, demonstrando que era pr!eciso purificar-se para servir a Deus. E hoje nós também precisamos nos purificar "com a lavagem de água, pela palavra" (Efésios 5:26) e pela "regeneração" e "renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5).
      Não nos esqueçamos também que a idéia do tabernáculo era a habitação de Deus no meio do seu povo, que, é claro, apontava para Cristo! "E o verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1:14). Ele é o cumprimento pleno do Emanuel: Deus conosco! E quando ele subiu aos céus, nos deixou o Consolador, o Espírito Santo que HABITA em cada crente. Aleluia! Ele está para sempre com seu povo!!
                      OS MALES DO CORAÇÃO DO HOMEM
                                John Newton
           "Para que tenhamos uma idéia correta da natureza do coração humano,devemos perguntar a nós mesmos se conseguiríamos suportar a imposição de declararmos sem restrições, em voz alta, na presença de
muitas pessoas, todos os pensamentos e desejos que se encontram em nosso coração. Estou convicto de que algumas pessoas, se fossem colocadas diante de tal prova, prefeririam morrer a concordar com tal imposição.
           Elas perceberiam que, em tal provocação, existem coisas para as quais dificilmente encontrariam palavras capazes de expressá-las. O Senhor, em sua misericórdia, nos tem guardado de conhecer o
coração dos outros, até ao ponto em que estamos dispostos a revelar a nós mesmos. Se todas as pessoas fossem obrigadas a falar tudo o que pensam, isto seria o fim de nossa sociedade, e as pessoas nunca mais se
arriscariam a morar com outros seres humanos; em vez disso, morariam com tigres e ursos.
           Todos sabemos que danos uma língua desgovernada pode causar em algumas ocasiões. Mas a língua não causará nenhum dano enquanto não for um instrumento de revelação das coisas ocultas do coração; é somente uma parte dessas coisas que a pior língua é capaz de revelar. O que aconteceria, então, se todos os corações fossem abertos e todos os nossos pensamentos, conhecidos para os outros? Que mistura de confusão, vergonha, retraimento, medo e desonra encheria todos os rostos...
          E todos nós estamos expostos à perscrutação de um Deus puro e santo!"


( Texto extraído da revista "Fé para hoje" Editora Fiel)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

                                 Êxodo 37


   As descrições detalhadas demonstram o quanto os construtores se preocupavam em cumprir as determinações de Deus. Me faz lembrar o Catecismo Maior em sua pergunta 91: "Qual o dever que Deus requer do homem?_ O dever que Deus requer do homem é a obediência à sua vontade revelada."
   Podemos dizer que amamos à Deus, que somos seus filhos, que fazemos isto ou aquilo em seu nome, mas a característica principal de um discípulo do senhor é a OBEDIÊNCIA. "Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor que o sacrificar, e o atender do que a gordura de carneiros." I Sm. 15:22.
   Os Puritanos diziam que as ovelhas de Cristo tinham duas marcas: uma nos ouvidos e outra nos pés. Eram aquelas ovelhas que OUVIAM a palavra de Deus e SEGUIAM os seus ensinos. Aprendamos com os Puritanos e com os construtores do Templo. Sigamos a palavra de Deus à risca!

domingo, 7 de novembro de 2010

                                      Êxodo 36 

     Os homens a quem o Senhor deu habilidades estavam realizando a “obra para o serviço do santuário”. No 2º verso, a Bíblia os descreve como “todo homem hábil em cujo coração o Senhor tinha posto sabedoria, isto é, a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la”.
      Podemos ver claramente a vontade de Deus ser realizada com o concurso da vontade humana. Deus mesmo dispôs o coração deles para realizar a Sua santa vontade. Eles poderiam nem saber que era o Senhor quem fazia isto, que era o Senhor quem despertava neles o desejo de fazer aquela obra. O decreto de Deus vinha “disfarçado” de desejo do coração deles! Assim foi com Rute, que entrou no campo de Boáz só porque estava com fome. Ela achou que o motivo havia sido este. Na verdade, quando ela entrou ali,  estava cumprindo um decreto eterno de Deus, que a colocaria na linhagem de Jesus. Leiam Rute 2 que vocês entenderão a história. Deus usa as circunstâncias, os acontecimentos e até a nossa própria vontade(adequando-a previamente), para cumprir Sua santa vontade. Ele muda a vontade de seus filhos sem que eles sequer percebam!