Este capítulo começa convocando o povo a não se render à idolatria e a guardar os sábados (descansos solenes). Certamente estas são boas formas de começar a se afastar do pecado e de suas terríveis consequencias descritas neste trecho.
A partir do verso 3 o Senhor mostra as bênçãos recebidas decorrentes da obediências aos seus estatutos: colheita farta, vitórias sobre os inimigos, multiplicação dos filhos e a maior de todas, "Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo."
Em contrapartida, a lista dos castigos decorrentes da desobediência é enorme. E por várias vezes, após dizer o que aconteceria ao povo, Deus recomeça dizendo: "se ainda assim com isto não me ouvires" ou "se ainda não vos corrigirdes para volverdes a mim". Ele demonstra que estava disposto a abençoar seu povo se este abandonasse o pecado, mas a aumentar o castigo em caso de impenitência. Deus anuncia o castigo esperando que o povo não ande por aquele caminho por amor a ele e pelo temor das consequencias. E conforme o povo prosegue em sua obstinação, maiores são as penas impostas, como na saída do Egito quando Moisés anunciava a Faraó a próxima praga, que seria maior que a anterior, e mesmo assim Faraó não se dobrava, culminando na terrível praga da morte de todos os primogênitos do Egito.
É incrível como este capítulo deixa claro que é o próprio Deus quem executa a justiça. Deus não se desculpa, ou se isenta quando diz que ELE mesmo é quem faz vir o castigo sobre o povo. Bem diferente do "deus papai noel" que se prega hoje em dia. Bem diferente do deus que apenas deixa ou permite que as coisas aconteçam. Bem diferente do deus que não tem como impedir as desgraças como diz o teísmo aberto. Vejamos as coisas que ELE mesmo diz que faria ao seu povo caso a desobediência permanecesse: "porei sobre vós o terror", "voltar-me-ei contra vós outros", "quebrantarei a soberba da vossa força", "enviarei para o meio de vós as feras do campo", "eu mesmo vos ferirei sete vezes mais por causa do vossos pecados", "trarei sobre vós a espada vingadora da minha aliança", "quando eu vos tirar o sustento do pão", "eu também, com furor serei contrário a vós", "reduzirei as vossas cidades a desertos", "assolarei a terra", "eu lhes meterei no coração tal ansiedade". São ameaças que o próprio Deus faz e cumpre! Isto deixa claro para nós que ele é sim um Deus amoroso e mui misericordioso, mas é também um Deus justo, santo e que odeia o pecado e não admite este caminho para seu povo.