quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

                                     Ainda sobre Números 23

       Outra  maravilhosa lição contida neste capítulo, é que a nossa 'justiça' não conta a nosso favor, pois se dependêssemos dela, jamais alcançaríamos o favor de Deus. Ele nos olha através da aliança que fez com o seu povo, em Cristo!  Veja o que diz o verso 21: "Não viu iniquidade em Jacó, nem contemplou desventura em Israel; o Senhor seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei". Será que Deus não viu a iniquidade de seu povo, que tanto pecava contra ele, duvidando e desobedecendo muitas vezes? Embora os tivesse castigado e feito-os colher frutos amargos, ainda assim os chamava de seu povo. Ainda assim aquele povo era sua propriedade. Isto porque Deus olha o seu povo através do sacrifício de Cristo, e isso nos torna aceitáveis aos olhos de Deus. Isso nos faz ser seu povo.
      Que sacrifício maravilhoso recebemos da parte de Cristo! Morreu a nossa morte, para que pudéssemos ser aceitos como puros aos olhos do Pai. E não somente nós, mas todos os nossos irmãos do Antigo Testamento que não chegaram a ver as promessas do Messias concretizadas, mas creram. Aí eu me lembro da pregação de domingo passado: o povo da antiga aliança foi salvo pela fé no redentor que haveria de vir. Eles não tinham a concretização da promessa, mas já se beneficiaram do sacrifício de Cristo pela fé! Eles também foram vistos por Deus através do sacrifício vicário e cabal de Cristo!
      

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

                                     Números 23


     Este capítulo nos dá alguns ensinamentos preciosos sobre a forma de  Deus agir. Balaque contrata Balaão para almaldiçoar Israel, para que Balaque os vencesse na guerra que seria travada. Ao invés disso, Balaão abençoa Israel várias vezes. Não que Balaão assim o quisesse, mas porque tinha medo de fazer algo que fosse contrário ao que o Deus de Israel dissesse. Ele era pagão mas não era burro! Já tinha ouvido falar de maravilhas aterradoras que Deus fizera, como a abertura do Mar Vermelho, a mortandade dos primogênitos do Egito e tantos outros feitos realizados nestes quarenta anos de deserto, que viraram notícia por toda aquela região.
      Balaão tentou até mudar de lugar para ver se de outro monte, conseguia amaldiçoar Israel (23: 27). Mas a conclusão que Balaão chegou, foi a mesma que o próprio Deus dissera através dele mesmo (23:8):"Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem Deus não denunciou?"  e "Pois contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel" (23:23). 
     As forças das trevas jamais podem tocar um filho de Deus. Todas as maldições ou agouros que podem vir sobre os ímpios, não nos tocam. Não por quem somos, mas por quem é o nosso Pai! Nada temos a temer. E se algo de ruim nos alcançar, podemos ter a certeza que foi para o nosso bem, já que terá sido ordenado pelo nosso Senhor. Mesmo que o emissário seja o próprio Satanás, a ordem terá vindo de Deus. Isso nos remete imediatamente a Jó, e nos dá uma tranquilidade imensa, sabendo que a nossa vida está nas mãos de um Pai amoroso e cuidadoso, que nos chama de seu povo, nos dando todos os benefícios deste título, que nos foi cedido gratuitamente em Cristo!
    

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

                                      Números 22: 21 a 41


     A ira de Deus se acendeu por Balaão ter ido com eles, certamente por causa da cobiça que foi despertada em seu coração com todas as ofertas de benefícios oferecidos por Balaque. Sua motivação foi perversa. No seu íntimo provavelmente ele tendia amaldiçoar mesmo o povo de Deus em troca dos presentes e riquezas. A Bíblia nos conta que o "Anjo do Senhor pôs-se-lhes no caminho por adversário". Este Anjo do Senhor, era o próprio Cristo. O fato dele ter recebido a adoração de Balaão no verso 31 nos prova isto. Mais uma teofania (Manifestação temporário e normalmente visível de Deus)!
     O que se segue, é uma história de tremenda ironia. A jumenta consegue enxergar o Anjo e se desviar do caminho, e Balaão não. A jumenta precisa falar para explicar à Balaão, 'o grande profeta', o que estava acontecendo.
     Balaão reconhece, então, que o próprio Deus se havia posto naquele caminho para se opor à ele. Esta deve ser uma situação temida por qualquer homem. Estar prestes a cometer algum ato que desagrade a Deus, à ponto de Deus se pôr um seu caminho para impedí-lo! Que nossos caminhos sejam todos, SEMPRE agradáveis ao Senhor, e que nunca precisemos ter a terrível experiência de ter o Senhor contra nós, como nosso adversário!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

                                     Números 22:1 a 19


     Balaque, rei dos Moabitas(leia sobre a origem deste povo em Gênesis 19:30 a 38) ouviu a fama de Israel e temeu. Andava angustiado pensando num jeito de exterminar o povo. A solução que ele encontrou foi contratar um profeta pagão, muitíssimo conhecido em toda aquela região, para amaldiçoar o povo de Deus. 
     "O profeta pagão Balaão vivia em Petor... às margens do rio Eufrates. O fato de Balaque ter enviado emissários por aquela distância respeitável serve como evidência da considerável reputação de Balaão como alguém que tinha poderes sobrenaturais." (Bíblia de Genebra). É fato que Balalão era profeta, consultava mortos, era agoureiro. Ele é citado duas vezes na Bíblia como exemplo de falso profeta e falso mestre (Números 31:16 ; II Pedro 2:15 e judas11). Ele era um sincretista: indivíduo que luta por fundir ou conciliar religiões, doutrinas, culturas. (Houaiss, dicionário da língua portuguesa). Balaão tinha certo conhecimento sobre o Deus de Israel e até o temia. Foi usado por Deus para comunicar a sua Palavra, era seu servo, como todos os ímpios, todos os homens. Este texto nos ensina que nem tudo que é sobrenatural vem da parte de Deus, como dizia Martinho Lutero. Supostamente, ele realizava atos sobrenaturais e era pagão! E justamente por causa da fama dele, Deus o usou, para manifestar nele a sua glória,  para que os povos admitissem que o Deus de Israel era maior que o 'grande profeta' Balaão, que o Deus de Israel era o único Deus.
     Os propósitos de Deus são sempre cumpridos. Ele se utiliza de quem quer, e mesmo que esses homens não sejam seus filhos, são usados para glorificar seu nome. Esta é a grande lição que devemos guardar em nosso coração no desenrolar desta história que começamos a ler hoje, e que desenvolveremos no decorrer da semana.
     

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

                                  Números 21:1 a 3  e  10 a 35


     "Conquanto Israel não  procurasse a guerra, devia enfrentar os ataques do cananeus e  amorreus.  Ao ser atacado pelo rei de Arade, que estava situado ao sul de do mar Morto, Israel buscou ajuda do Senhor e prometeu destruir completamente as cidades do inimigo.  Deus concede a vitória a Israel e os israelitas cumpriram a promessa. O uso da maldição ensina que que era uma guerra santa e todo aquele que se opunha a Deus estava debaixo de seu juízo." (Paul Hoff) Esta é uma verdade que deve estar sempre patente aos nossos olhos: as pessoas que se levantam contra o povo de Deus, se levantam contra o próprio Deus! Eles não sabem disso, nem desconfiam, mas o juízo que trazem sobre si é justamente por se levantarem contra os representantes do Deus vivo.
     Os inimigos do povo de Deus, são inimigos de Deus, e os inimigos dele, devem ser os nossos também. Não estamos falando de discussões pessoais ou inimizades motivadas por futilidades, mas quando o Evangelho e as verdades de Deus são desprezadas. Veja o que Jesus ensinou aos seus discípulos em Mateus 10:11 a 15 e perceba a seriedade de ser um representante de Deus na Terra: "E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem deles é digno; e aí ficai até vos retirardes. Ao entrardes na casa, saudai-a; se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; se, porém, não o for, torne para vós outros a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do  Juízo, do que para aquela cidade." Vejam o que diz a nota de rodapé da Bíblia de Genebra sobre este texto: " Os judeus, algumas vezes, sacudiam o pó de suas roupas, quando retornavam de terras gentílicas, como sinal de desprezo. Jesus usa esta atitude como sinal de julgamento. Uma cidade que não recebia os discípulos não recebia Jesus e se tornava espiritualmente pagã e tão sujeita a julgamento quanto Sodoma e Gomorra." 
     Essas são verdades fortes e contundentes. Os inimigos do Evangelho são nossos inimigos, os inimigos de Deus são nossos inimigos. Estamos nós dispostos a sofrer tal oposição por amor ao Nosso Senhor? Estamos nós fazendo diferença ao nosso redor, pregando o Evangelho com nossas vidas e com nossas palavras, ou temos sido 'agentes secretos' do Evangelho para não termos problemas? Há apenas dois lados. Ou estamos ao lado de Deus e de sua igreja, ou somos seus inimigos! Que Deus nos auxilie a enxergar esta verdade!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

                               Números 21:4 a 9

   Neste incrível episódio, Deus nos mostra mais uma vez o que tanto temos visto neste livro: o pecado do povo e a imensa misericórdia de Deus!
     Ao rodear Edom  por caminhos difíceis, o povo se  tornou impaciente mais uma vez, e depois de quase quarenta anos ainda estavam reclamando de terem sido tirados do Egito e trazidos para um deserto que não tinha água nem pão... eram incapazes de reconhecer sua condição de escravidão passada e de perceber que todas aquelas dificuldades serviriam para levá-los a um futuro seguro, de deleite: a Terra Prometida! Muitas vezes queremos o benefício da comunhão com Deus, queremos as delícias de gozar de sua presença, mas não queremos percorrer os desertos necessários! Também queremos herdar a vida eterna, mas se possível, sem lutar contra nós mesmos e contra o pecado, queremos herdar os céus da forma mais confortável possível. Queremos os louros da   vitória, mas não queremos as batalhas, as lutas diárias que são capazes de nos aproximar de Deus. Temos muito que aprender com os erros do povo de Deus, pois nosso coração é incrivelmente parecido com o deles!
     "Os aflitos israelitas não tinham outro meio de salvar-se senão olhar para a serpente de metal, assim como os pecadores não têm esperança de salvação exceto mediante a fé no Cristo crucificado." (Bíblia de Genebra). Assim, a fé que moveu aqueles homens a obedecer a ordem de olhar para a serpente para serem curados, é aquela fé que nos faz olhar a cruz de Cristo como a única saída para escaparmos da condenação eterna proferida contra a humanidade em Adão.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

                              Números 20:14 a 29


     Vemos neste trecho que a inimizade entre Jacó e seu irmão Esaú, durante a mocidade, se estendeu por seus descendentes. Os edomitas eram descendentes de Esaú, e os israelitas, como sabemos, filhos de Jacó. Mesmo diante do educado pedido feito por Moisés de passar por suas terras, ressarcindo-os de quaisquer prejuízos, os edomitas negaram passagem ao povo de Deus, obrigando-os a dar uma volta por partes particularmente difíceis do deserto.
      Certamente foi a mão de Deus que os  impediu. O texto fala que os edomitas saíram contra Israel 'com muita gente e com mão forte'. Mesmo sendo ímpios, foram usados por Deus para que se cumprisse seus decretos para o povo. Não conseguimos perceber claramente o motivo. E isso é um excelente exercício para nós. Algumas vezes conseguimos entender os motivos de Deus nos desviar de tal ou tal caminho, mesmo que este nos parecesse melhor. Mas outras vezes não podemos vislumbrar o por que de edomitas se postarem à nossa frente, nos embarreirando, nos desviando daquele que achávamos ser o melhor caminho para nós. Este é um exercício de fé! Por mais que não entendamos os motivos, ou nos achemos injustiçados, precisamos crer que a poderosa mão de Deus está sobre tudo e sobre todos. Inclusive sobre os ímpios, para trabalharem a seu favor! Notem que Moisés fez tudo certo, mandou mensageiros ao rei pedindo autorização, prometeu não causar prejuízos e ressarcí-los caso houvesse algum, mas mesmo assim, o rei não permitiu. Algumas vezes fazemos tudo certinho, conduzimos tudo na direção que julgamos mais sensata, estamos isentos de pecados em nossas intenções, mas mesmo assim, Deus, de uma forma ou de outra, nos diz: "não meu filho, não será assim!". Não cabe a nós entender sua vontade, mas submissos, obedecê-la com alegria, sabendo que ele sempre sabe por onde está nos conduzindo, e nós, somos absolutamente cegos!
     Este capítulo termina com a morte de Arão, que foi impedido de entrar na Terra por causa de sua rebelião. Deus, no entanto, deu a ele a alegria de ver seu filho Eleazar tomar seu lugar, vestindo as roupas sagradas de sumo sacerdote. Que alegria para um pai ver seu filho seguir seus passos, quando esses se encontram no caminho da justiça!