segunda-feira, 30 de maio de 2011

                                   Deuteronômio 18


     Já vimos nos capítulos anteriores, várias exortações ao povo para que não se misturassem aos povos que eles encontrariam nas imediações de Canaã. Aqui, especificamente, o alerta é para as práticas religiosas. Eles deveriam se guardar para que o culto prescrito por Deus, não fosse contaminado com práticas estranhas usadas por aqueles povos pagãos. O caráter abominável destas práticas é descrito como a causa da destruição destes povos: "...e por estas abominações o Senhor, teu Deus, os lança de diante de ti." (verso12). Moisés estava preparando o povo para a sua partida e para a chegada de outros profetas, através dos quais Deus comunicaria sua palavra ao povo. "Mas nenhum deles seria o mediador inicial de uma aliança e nenhum deles teria intimidade com Deus como tinha Moisés e nem receberia revelações divinas tão claras como aquelas que lhe foram dadas. Esta passagem, pois, encontra cumprimento final no profeta que é igual, ou na verdade, maior do que o profeta Moisés- Jesus Cristo. À semelhança de Moisés, Cristo foi o mediador de uma aliança entre Deus e o seu povo." (Bíblia de Genebra)
     Como vários profetas surgiriam no meio do povo de Deus dali para frente, Moisés os instrui a discernir entre o profeta verdadeiro e o falso. O primeiro aspecto que deveria ser observado está no verso 20: "Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe mandei falar, ou que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto." Moisés ensina ao povo que se algum profeta se levantasse pregando algo diferente daquilo que fora estabelecido por Deus, pregando uma doutrina que destoasse daquilo que fora ordenado ou que levasse o povo ao erro, incitando-os a adorar outros deuses, o povo não deveria teme-lo, nem respeitá-lo. Pelo contrário, este deveria ser eliminado do meio do povo. O segundo ponto de confronto deveria ser o cumprimento da profecia dita. Se esta não se cumprisse, ficaria patente que aquele era um falso profeta.
     Da mesma forma hoje, precisamos estar com nossos olhos e ouvidos atentos. Devemos considerar como verdadeiros profetas (mensageiro, boca de Deus), apenas aqueles pastores que nos ensinam verdadeiramente a Palavra de Deus. Quando estes pregam doutrinas que divergem da Palavra estabelecida por Deus como regra de fé e prática, devem ser considerados desqualificados como "boca de Deus". Se estes, ao invés de levarem seus rebanhos para mais perto do conhecimento de Deus, os afasta da verdade, devem sim, ser considerados falsos profetas. 
     O verdadeiro profeta tem que ser testado também por sua vida íntegra e por todas aquelas qualificações que encontramos em I Timóteo 3:2 a 5 : "irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem sua própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da Igreja de Deus?" E além desta prova de vida santa, ele precisa dar provas de integridade teológica. Me lembro da pregação de ontem em I Timóteo 1:3 a 11, quando Paulo adverte a Igreja contra aqueles falsos profetas que ali surgiam, "...pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem...".
     Precisamos estar atentos nestes últimos dias. A própria Palavra nos adverte que surgiriam falsos profetas saídos do nosso meio, para enganar, se possível, os próprios eleitos. Nosso crivo deve ser a Bíblia. Tudo que for dito, deve estar fundamentado nas Escrituras. Devemos ter sempre em mente as palavras do apóstolo Paulo:"...ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema." Gálatas 1:8. Não nos impressionemos com palavras bonitas, pregadores carismáticos, persuasivos, bons oradores. Não coloquemos nossos olhos na sua performance, nem no terno alinhado que veste. Ouçamos o que eles dizem, e analisemos à luz do Evangelho. Olhemos sua vida prática diária e vejamos se está de acordo com o que foi determinado por Deus. Só assim poderemos estar tranqüilos, sendo guiados por pastores comissionados pelo dono do Grande Rebanho, interessados não em receber honras, elogios, bens. Mas preocupados com a alma eterna daqueles que o Pai confiou em suas mãos. Oremos para que o Senhor levante homens assim nestes dias tão maus e corruptos! Necessitamos que Deus tenha misericórdia de nós, colocando homens santos à frente de sua Igreja!

6 comentários:

  1. Deus desde o começo da formação do povo de Israel já mostra a preocupação com a idolatria, as falsas doutrinas e os falsos profetas. Grupo esse que é um grupo em potencial, que geralmente era responsável pelo desvio do povo dos mandamentos de Deus. Não só naquela época isso era tido como um problema, nos tempos de Paulo, também era comum, às vezes não da mesma forma, mas com o mesmo objetivo. Desde sempre o maligno cria diferentes formas de tentar nos separar de Deus, de criar uma inimizade entre Ele e nós. Ainda hoje isso acontece!! O mundo nos persegue com vãs ideologias, com práticas erradas, novas religiões, falsos pregadores, teologias furadas, ... e muitos crentes acabam caindo!! Às vezes nos parece um problema passado, mas isso nos persegue ainda hoje, e devemos cada dia mais orar pedindo a misericórdia de Deus e cada vez mais se debruçar na palavra e estudá-la com afinco, para que não sejamos pegos desprevenidos.

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  2. Na bíblia de genebra que fala do trecho do verso 9 :"Moisés proíbe todas as tentativa de discernir o futuro através das artes ocultas, meios pagãos,bem como apelar para a feitiçaria e a bruxaria".O que deixa cada vez mais claro que o mundo está andando num caminho completamente diferente do nosso.

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  3. Infelizmente, temos encontrado poucos pastores fiéis hoje em dia. Boa parte das igrejas atuais se preocupam mais com a quantidade do que com a qualidade. Qualidade essa que foi prescrita por Deus. Não se deve acrescentar, nem retirar nada da palavra de Deus. Aquele que prega e ensina as suas ovelhas algo diferente do que deveria, não deve ser "confiável".
    Por mais que essa geração atual esteja mais preocupada com o externo do que com o interno(no caso, a verdadeira palavra), devemos agir diferente destes, tornando-nos luz em meio a essa onda de falso evangelho que nos vem sendo apresentado. Que possamos estar atentos a essas questões e que mais pastores fiéis sejam levantados por Deus.

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  4. Muito interessantes este texto...
    Vemos ai Moisés ensinando ao seu povo como os profetas deveriam ser o como não deveriam:'se algum profeta pregasse algo diferente do que foi estabelecido por Deus,que levasse o povo ao erro, fazendo com que eles adorassem outros deuses', este deveria ser eliminado de seu 'cargo' e de seu povo também.
    É triste vermos hoje nas Igrejas pastores que não usam a Palavra de Deus como Base para suas pregações!Como você mesmo disse : Não podemos nos impressionar pela roupa que veste , pelo modo que fala , mais sim O QUE fala . Se prega corretamente a Palavra de Deus.

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  5. Gabriel Benjamin31 de maio de 2011 14:19

    Devemos estar sempre atentos, ainda mais nos dias de hoje em que temos muitos falsos mestres e impedir que eles possam deturpar a palavra de DEUS e levar crentes ao caminho errado, sabemos o que a palavra diz e é por ela que nos guiamos, devemos ver se aquele homem esta de acordo com a palavra de DEUS para que não sejamos influenciados pelo seu falso testemunho, por isso que devemos cada dia mais estar de acordo com o que a palavra exige de nós, para que não nos desviemos do caminho .

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  6. Neste texto fica clara a preocupação de Moisés com o povo de Israel, para que não fossem enganados por falsos profetas.
    Esses enganadores não existem há 20 ou 200 anos, desde antes de Cristo homens se levantavam proferindo falsas profecias, enganando às vezes até eleitos.
    Devemos ter muito cuidado nesse sentido e nunca achar que porque o homem que está à frente de uma igreja é um pastor formado que devemos levar acreditar e ter como verdade absoluta tudo o que ele diz. Devemos fazer como o apóstolo Paulo incitava suas ovelhas a fazerem: desconfiar do que for dito, tendo sempre a Bíblia como crivo.
    A Bíblia é nossa verdade absoluta.

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